24/10/2010

BIOGRAFIA

Em janeiro de 2009, o guitarrista Pedro Valença fundou, no Recife, o Pandemmy. Logo de início, a sonoridade do grupo – formado, à época, por Rafael Gorga (vocal), Pedro Valença (guitarra), Diego Lacerda (guitarra), Augusto Ferrer (baixo) e Fausto Prieto (bateria) – já trazia elementos clássicos do thrash e death metal que, pouco a pouco, seriam ainda mais trabalhados. No início de 2010, surgira o primeiro resultado: apresentando quatro composições próprias, a demo Self-Destruction mostrava o trabalho da nova banda.

Self-Destruction chamou tanto atenção do público quanto da mídia especializada – resenhas positivas foram publicadas na revista Roadie Crew e no site Recife Metal Law, por exemplo –, além de possibilitar uma boa quantidade de shows no nordeste. Após um ano de sua criação, o Pandemmy dava as caras atuando de forma ativa no cenário local da música pesada.
[2009/2010] Augusto Ferrer, Pedro Valença, Rafael Gorga, Fausto Prieto, Diego Lacerda.

Aproveitando a boa recepção, o grupo decide compor um novo registro – os esboços do que viria a ser Idiocracy, de 2011, estavam sendo criados. Todavia, antes do seu lançamento o Pandemmy sofre a sua primeira baixa: o baterista Fausto Prieto saí da banda. Nesse período, Flávio Santos o substitui de forma interina. 

Ainda procurando um baterista fixo, os pernambucanos são convidados a participar de um tributo regional a uma de suas grandes influências, o Sepultura. Divergindo das outras bandas, o Pandemmy apostara em uma faixa recente: “Convicted in Life” marca a participação do grupo na coletânea “RATAMAHATTA De Pernambuco Para o Mundo: Um Tributo ao Sepultura”. Pouco após esse fato, Ricardo Lira assume, de forma fixa, as baquetas do Pandemmy.

Ainda em 2011, mais especificamente no dia 26 de março, o grupo lança o EP Idiocracy. Em linhas gerais, o EP já mostra amadurecimento tanto nos aspectos da produção quanto na sonoridade em si. Com temática lírica baseada na corrupção política, instrumental com riffs ainda mais agressivos, alguns temas melódicos e vocais mais profundos, o registro mostrava a direção do Pandemmy para o futuro. Durante os shows de divulgação de Idiocracy, a banda vence a etapa regional do W:O:A Metal Battle de Recife, se classificando para a Final Nacional que ocorreu no tradicional festival Roça N’ Roll, na cidade de Varginha/MG. O último show de divulgação de Idiocracy foi como banda de abertura para a banda australiana Ragnarok e para os noruegueses do Belphegor, no Recife, em uma noite voltada ao metal extremo.
[2011/2012] Diego Lacerda, Augusto Ferrer, Rafael Gorga, Ricardo Lira, Pedro Valença.

Ainda no início de 2012, o Pandemmy lança mais um EP, Dialectic. Sendo o terceiro registro do grupo, o trabalho antecede o lançamento de seu primeiro disco – Reflections & Rebellions, de 2013. No geral, o EP mostra uma banda diferenciada e que aposta, também, em elementos novos e atípicos ao seu estilo.

Dialectic também marcou pela participação da banda em um dos maiores festivais de música do nordeste, o Abril Pro Rock. O Pandemmy abriu a 20º e aproveitou a oportunidade para lançar o EP. Além do grupo, ícones do metal como Exodus e Brujeria também participaram do evento.

Após o lançamento do EP, os pernambucanos fizeram poucos shows; o foco seria outro, o lançamento do primeiro álbum oficial. Com produção de Fabiano Penna, as gravações de Reflections & Rebellions ocorreram entre julho e setembro de 2012 no El Diablo Studio, em São Paulo. No entanto, as atribulações referentes ao processo do trabalho (e outras divergências) acarretaram na maior mudança, até então, na história do Pandemmy: Rafael Gorga, Agusto Ferrer e Ricardo Lira deixaram a banda logo após as gravações. Atualmente, os músicos André Valongueiro (ex-Decomposed God), Marcelo Santa Fé (ex-Goryhate) e Arthur Lira (Chasphere, ex-Cangaço) preencheram, respectivamente, as lacunas deixadas na formação do Pandemmy.
[2013 - 2014] André Valongueiro, Diego Lacerda, Marcelo Santa Fé, Pedro Valença, Arthur Lira.

Ainda neste ano, em janeiro, o Pandemmy realizou um show de pré-lançamento de Reflections & Rebellions, em Fortaleza/CE, abrindo para a lenda do thrash metal germânico Tankard. Em maio, Reflections & Rebellions é lançado oficialmente no Brasil, através dos selos Gallery Productions, Impaled Records e Rising Records, resenhado por vários sites nacionais e internacionais, recebendo boas notas e muitos elogios. A turnê do debut álbum se estende até agosto de 2015, e as mudanças no line up continuaram pelo desinteresse de alguns membros. Após alguns shows na região nordeste do Brasil, tendo como destaque a participação no tradicional festival Blizzard of Rock, em Vitória de Santo Antão/PE, e o show em Recife/PE ao lado da lenda do death metal mundial, Obituary. A banda contou com os membros provisórios André Lira (ex-Cangaço, Darken Solis) e Alcides Burn (Inner Demons Rise), nos últimos meses de turnê até a entrada dos membros Guilherme Silva, Arthur Santos (Serpent Sun) e Vinícius Amorim. O Pandemmy segue trabalhando na pré-produção do segundo álbum, que contará com 10 faixas inéditas e 2 faixas bônus e tem previsão de lançamento em 2016.
[2015 - present] Guilherme Silva, Marcelo Santa Fé, Vinícius Amorim, Arthur Santos e Pedro Valença.

By Thiago Pimentel.

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