04/10/2011

Entrevista para o Blog Rock Renatown.

Renato Batista - Começo falando da experiência da banda mais longe de casa. O Pandemmy foi a vencedora do Metal Battle etapa Recife 2011, consequentemente foi a Varginha/MG tocar no Roça n’ Roll. O que você pode falar da estrutura deste festival comparado a outros que a banda já tocou.

Ricardo Lira –  Antes de tudo, foi uma honra poder representar o estado em um evento desse porte. A experiência no Roça ‘n’ Roll foi impressionante. Tudo no festival era de primeira, desde a produção que nos tratou muito bem, as bandas com quais pudemos dividir o palco, o equipamento de som. Tudo é feito com muito esmero, digno de festival gringo.
Renato Batista - Comparando os trabalhos. Quais são as diferenças entre a demo Self-Destruction (2010) e o ep Idiocracy (2011)?

Pedro Valença – A principal diferença em minha opinião é o amadurecimento da nossa música e a formação de uma identidade musical da banda. Na demo Self-Destruction, tínhamos a proposta de uma sonoridade mais simples e direta. Já em Idiocracy melhoramos a produção e as composições ficaram mais diversificadas, diferente uma das outras, mas com nossa pegada, tudo fruto da evolução natural da banda.

Renato Batista - Falando do mais novo registro da banda. Qual a temática atrás desse EP?

Pedro Valença - A temática foi desenvolvida por nosso vocalista Rafael Gorga. O título Idiocracy sugere uma forma de ilustrar a situação sócio-econômica na qual nos encontramos há tempos. Temas como a corrupção, forma enganosa de governar, ignorância e passividade da grande massa, são tratados nas letras das músicas deste EP. O termo Idiocracy significa “democracia de idiotas”.

Renato Batista - Quase todas as músicas do Idiocracy foram feitas por você e escritas pelo Rafael Gorga. O processo criativo da banda é quase todo feito por vocês dois?

Pedro Valença – Tem funcionado assim ultimamente, porém, todos estão aptos a contribuírem no processo criativo. Quando nós decidimos fazer novas canções eu sempre tenho alguns riffs guardados que posteriormente são desenvolvidos nos ensaios e viram novas faixas. Sempre fui um guitarrista que me preocupo muito com composição, então passo maior parte do tempo compondo do que tirando música de outros artistas ou treinando de forma excessiva as técnicas de guitarra. Rafael é um vocalista que escreve bastante, então sempre temos uma boa quantidade de material lírico disponível. Diego e Augusto contribuem mais na parte de definição dos arranjos, ajudando a banda a se produzir. No próximo trabalho já teremos a contribuição de Ricardo Lira, que já tem feito alguns arranjos para as novas músicas da banda.

Renato Batista - A arte de Idiocracy foi feita por Alcides Burn. De quem foi a idéia de fazer a capa? Estão satisfeitos com o resultado?

Pedro Valença – O conceito da arte gráfica desse EP também foi idéia de Rafael. O resultado foi bastante satisfatório, pois conseguimos passar o significado de Idiocracy através da bela capa desenvolvida pelo nosso grande amigo Alcides Burn.

Renato Batista - O baixo em Idiocracy foi todo gravado por Magno Lima (Cangaço)? Por qual razão?

Pedro Valença – Todo o baixo de Idiocracy foi gravado por Magno Lima porque nosso baixista, Augusto Ferrer, não se encontrava em Recife no período das gravações e por isso convidamos Magno para gravar. Ficamos muito satisfeitos com o trabalho dele, pois o mesmo é um excelente músico e soube captar a proposta da banda.

Renato Batista - Com menos de três anos de vida o Pandemmy já conseguiu “vitórias” como tocar com Belphegor e Ragnarok em Recife, Mini-tour com Andralls, vencer o Metal Battle Recife, Participar do tributo pernambucano ao Sepultura e tocar em várias cidades do Nordeste. Qual o maior orgulho para a banda neste curta trajetória até hoje?

Pedro Valença – Nos orgulhamos de cada conquista do Pandemmy, pois cada uma acaba sendo significativa para a banda. Logicamente que a final nacional do W:O:A Metal Battle no Roça n’ Roll, em Varginha/MG, foi um capítulo especial em nossa história, assim como o show de abertura para o Belphegor e Ragnarok. Cada cidade que visitamos pela primeira vez ou que estamos retornando é um passo importante para o Pandemmy, da mesma forma quando lançarmos nosso primeiro álbum oficial será um momento muito especial para nós.

Renato Batista - A Roadie Crew quando resenhou o Self-Destrcution disse que o EP tinha elementos que faziam lembrar Kreator, Hipocrisy e um pouco de Heavy Tradicional. Afinal, quais as influências da banda?

Pedro Valença – Sobre as influências eu as separo em duas partes: as influências pessoais de cada integrante e as influências da banda num todo. Todos levam suas influências pessoais para o Pandemmy, mas no geral considero que a nossa sonoridade é influenciada de um modo geral por bandas como Kreator, Megadeth, Sepultura, Dark Tranquillity, Death, Iron Maiden, Hipocrisy, Unleashed, dentre outras. Acho que nos enquadramos bem no gênero Death/Thrash Metal.

Renato Batista - Agora falando da abertura do show do Belphegor e Ragnarok. O show rolou como a banda esperava? O público foi receptivo mesmo na ansiedade de ver os europeus?

Ricardo Lira - O show foi muito bom, vínhamos nos preparando há algum tempo para esse show, e tudo correu como o esperado. Quanto ao público, particularmente, eu estava meio apreensivo de como seria a reação do publico, visto que somos um pouco diferente de ambas as bandas, mas assim que começamos o nosso show o publico se mostrou participativo durante todo nosso set.

Renato Batista - O Pandemmy chegou a tocar no Bomber Rock Bar algumas vezes. Como a banda recebeu a notícia do fechamento do bar e qual era a importância dele pro Metal Recifense?

Ricardo Lira – Com grande pesar. O Bomber foi um divisor de águas na história de muitas bandas da nossa cena, foi o palco de grandes shows. Mas, não tenha dúvida que é só uma questão de tempo para aparecer outro espaço que vai dar a mesma oportunidade para bandas como o Bomber um dia fez.
Renato Batista - A banda disponibilizou para Download os seus dois registros. Como o Pandemmy ver a importância da Internet para a música na atualidade e como vocês a usam?

Ricardo Lira – A internet é hoje em dia a vitrine para bandas independentes como nós e com ela a música conseguiu ficar mais democrática, facilitou tanto paras bandas quanto para os fãs. O Pandemmy possui canais e perfis nas principais redes sociais e através deles conseguimos fazer contato com pessoas interessadas na banda de toda parte do Brasil e do mundo, marcar shows fora de Recife, divulgar a nossa música.

Renato Batista - Vocês falaram que, talvez, role antes do primeiro CD da banda um novo EP. O plano ainda está de pé?

Pedro Valença – Está sim e já começamos a compor material novo. Será um EP com músicas novas para as pessoas que acompanham nosso trabalho terem material novo para escutar enquanto nosso debut não é lançado. Funcionará como uma prévia de nosso primeiro álbum oficial. Para evitar esse hiato sem material novo, iremos gravar esse novo EP no final deste ano e lançá-lo no início de 2012. Daqui para o final do ano iremos anunciar o título, capa, tracklist deste último registro que precede nosso debut album. Iremos manter a diversificação entre as composições, utilizando elementos que não exploramos nos registros anteriores.

Renato Batista - O Debut do Pandemmy deve sair em meados de 2012. As composições já estão acontecendo? Alguma novidade?

Pedro Valença – A previsão é que nosso debut seja lançado no primeiro trimestre de 2013. Ano que vem vamos nos dedicar a todo processo de produção e gravação do nosso primeiro álbum oficial, desde a pré-produção até a negociação com algum selo ou gravadora para lançá-lo no Brasil e quem sabe no exterior. Algumas pessoas que acompanham o trabalho da banda nos perguntam o porquê da demora em lançar o primeiro álbum, mas nós queremos que todas as etapas sejam feitas com bastante cautela para que o resultado saia o melhor possível. Tudo esta sendo feito dentro de um planejamento traçado desde o início da banda. Sobre as faixas que irão compor o álbum, serão canções que estão na demo Self-Destruction, no ep Idiocracy, no próximo ep que lançaremos em 2012 e terá também composições novas, exclusivas para o álbum. Logicamente que todas essas faixas serão produzidas e rearranjadas, demonstrando a maturidade atingida pela banda nesses primeiros anos de carreira.

Renato Batista - Fiquei sabendo da vontade de fazer neste segundo semestre o primeiro vídeo-clipe da banda.  Já Sabem a música e onde será gravado?

Pedro Valença – A música será Idiocracy e ainda não sabemos o local da gravação por que faremos uma reunião para decidirmos o local e alguns detalhes. O conceito do clipe já está definido e falta agora traçar um planejamento para que no dia da gravação ocorra tudo nos conformes. Tudo indica que esse primeiro videoclipe oficial seja gravado em novembro e será material bônus de nosso próximo EP.

Renato Batista - Muito Obrigado “Pandemmies” e o espaço é de vocês.

Pedro Valença – Muito obrigado Renato por essa entrevista e também pela oportunidade de divulgar nosso trabalho em seu blog. Parabéns por sua contribuição com a cena local. Para acompanhar as novidades do Pandemmy, acessem nossos perfis sociais. Keep Spreading The Pandemmy!!!

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