09/01/2015

Entrevista para o site The Metal Vox!

Cá estamos com nossa ideia de juntar dois músicos de bandas diferentes para um bate papo/entrevista. mas agora partimos para um lugar específico do Brasil e um estilo pré definido: Recife(PE) e o poderoso e fudido Thrash Metal – que na humilde opinião deste editor é o melhor e mais energético sub estilo do Metal, foda-se quem não concorda rsrsrsrsrsrs. Convocamos os guitarristas Pedro Valença e Randal Silva das bandas Pandemmy e Firetomb respectivamente, apreciem!!!

Pedro  Valença (guitar) – Headbangers que acompanham o portal TheMetalVox, é um prazer poder participar desse tipo de entrevista em que eu terei a honra de bater um papo com um brother da cena de Recife, um dos nossos melhores guitarristas de Thrash Metal, Randall da banda Firetomb. Randall, gostaria que você contasse um pouco a respeito do próximo material do Firetomb, que será um EP. Quantas músicas foram gravadas? Algo mudou nas gravações? Quem produziu? O que está diferente em relação às músicas do debut álbum “Hellvolution”?

Randall Silva (guitar) – Pedro, primeiramente uma honra estar nessa brincadeira de repórter por um dia com você meu amigo. Vamos lá! Sobre o EP deve estar finalizado em janeiro, com cinco faixas Thrash Metal seguindo o mesmo conceito old school, só que com um pouco mais de peso nas bases. Quem está produzindo as gravações é Adriano Leão o mesmo que produziu o “Hellvolution” e arte da capa é de Alcides Burn, o mesmo responsável pela arte gráfica do “Hellvolution”. Me conta aí como foi trabalhar com Fabiano Penna, um grande guitarrista de Death Metal e sobre isso quais pontos positivo ficou na produção do debut álbum “Reflections & Rebellions” ?

Pedro Valença – A honra é toda minha Randall! Foi uma experiência excelente trabalhar com Fabiano Penna. Aprendemos muita coisa sobre como manter a banda na ativa e de forma organizada. A bagagem do cara é enorme, tanto em gravações quanto em turnês, então ter orientações de quem já dividiu palco com grandes nomes do metal mundial só trouxe benefícios ao Pandemmy. Só tenho pontos positivos para destacar no trabalho dele e recomendo a qualquer banda nacional e internacional. Qual o conceito lírico deste novo EP do Firetomb? Quem escreve as letras e as músicas? Como foi o processo de composição?

Randall Silva – Bem, todas as partes de harmonia são feitas por mim e por Marcos aonde explico pra banda onde vão ser as partes de vocais e solos, deixando livre a batera e baixo para adicionar alguma ideia ou até mudar algo que não ficou legal. Quanto às letras, geralmente Lucas (vocalista) faz escreve a maior parte delas e eu ou Risaldo (baixista) damos algumas ideias ou títulos para Lucas ir trabalhando. Depois ele mostra durantes os ensaios e a gente vai vendo como soa. Nesse EP não existe o pensamento de conceitos, os temas foram livres. Pedro queria saber quais as influências musicais nas composições dessa grande banda que é o Pandemmy na qual eu tive oportunidade de dividir várias vezes o palco com você, na qual sou um grande fã, e me fala um pouco sobre o que você acha, atualmente, da cena em Recife.

Pedro Valença – Nossas influências são bem diversas. Dentro do universo do Heavy Metal gostamos de praticamente todos os subgêneros, com uma maior preferência para o Thrash e o Death Metal. Podemos citar bandas como Morbid Angel, Death, Carcass, Sepultura, Megadeth e Kreator como nossas principais influências. Sobre a cena de Recife eu tenho visto pouca diversidade de bandas se compararmos com outras cenas, entretanto tenho notado que as bandas de Pernambuco, de uma forma geral, têm investido mais em suas produções. Noto que o Firetomb tem uma ótima base de fãs em Recife, e acho isso sensacional! Agora, gostaria de saber sobre os planos futuros da banda? Existe a possibilidade de vermos o Firetomb em uma turnê na Europa?

Randall Silva – Nesses dois últimos shows que fizemos em Recife, fiquei impressionado como nosso público triplicou! É uma honra interagir com a galera cantando nossas músicas e isso não tem preço! É algo que não se compra, se conquista. E falando nisso tem uma galera que é certeza de estar em todos os shows, como a galera de Caruaru, Carpina, Timbaúba. Sobre o futuro, no momento, terminar o novo álbum e fazer um puta show de lançamento com bandas convidadas e amigos para fazermos uma jam com a banda. Quanto à turnê na Europa estamos buscando isso todos os dias, mas não depende só de mim, mas sim de vários fatores. Estamos na luta e fazendo o melhor possível pra chegar nessa turnê. Durante esse tempo tenho acompanhado o crescimento do Pandemmy e queria saber de você qual foi o melhor show da banda? E qual teu histórico musical pessoal?

Pedro Valença – Acredito que nosso melhor show foi o da seletiva regional do Wacken Metal Battle 2011, aqui em Recife.Também temos outros shows especiais em mente como nossa apresentação no Abril Pro Rock em 2012, no festival Roça n’ Roll (2011) em Varginha/MG e no Visions Of The Rock (2010) em Caruaru. Recentemente nossos shows de divulgação tem sido muito bons também, com o público acompanhando as letras e interagindo de uma forma mais participativa. Meu histórico na musical ainda é pequeno, pois desde 2009 estou no Pandemmy. Antes disso passei o ano de 2008 no Monstera, que foi minha primeira banda, chegamos a tocar duas vezes e foi uma experiência muito legal. Em 2012 fiz uma pequena turnê no Nordeste brasileiro como guitarrista base do Sodmned, banda de Death Metal de Santa Catarina. Voltando ao próximo registro de estúdio do Firetomb, ele será lançado digitalmente ou em formato físico? Vocês pensaram em lançar um segundo álbum, ao invés do EP?

Randall Silva – Vamos lançar um EP em formato físico e, em breve, um álbum completo com mais calma. Na verdade, devido a muitos imprevistos e contra tempos, ficamos prejudicados para lança um álbum inteiro, então adiantamos uma parte para não ficar por fora do mercado. Posso te afirmar que o EP contém 28 minutos de thrash metal till death. Pedro, desse grande álbum produzido pelo Fabiano Penna, qual musica você não tira do repertório toda vez que faz um show diferente? Atualmente qual seu set up de pedais e equipamentos? Há uma possibilidade do Pandemmy conseguir alguma parceria com empresas de guitarras, pedais, etc. ?

Pedro Valença – Acredito que músicas rápidas como “Self-Destruction”, “Heretic Life” e “Mind Effigies” não devem sair de nosso repertório por uns anos. O mesmo vale para a faixa “Common Is Different Than Normal”, que é mais cadenciada. Eu gosto de um set bem reduzido de pedais, uma boa distorção, um delay para os solos e a partir do próximo álbum irei utilizar mais pedal de expressão. Acredito que para conseguirmos alguns apoios de marcas de equipamento precisamos melhorar nossa divulgação, mas vamos em busca disso em um futuro breve. Para finalizar, como foi a adaptação de Zeka Aranha, último membro novato do Firetomb, tanto nos shows como na gravação?

Randall Silva – Um período antes de Zeka entrar na banda, nós tínhamos três shows para fazer e Marcos Paulo (guitarrista) sofreu um acidente e tivemos que esperá-lo se recuperar. Os shows foram cancelados e isso nos levou a ficar uns cinco meses parados. Nesse período Luciano (ex-baterista) saiu. Então lascou tudo, pois baterista aqui em Recife é raro e a maioria tocam em duas ou mais bandas. Encontrar um baterista que toque bem e goste de Thrash Metal, além de ter aquela pegada forte na caixa é mais difícil ainda. Um dia conversando com Alcides através do Facebook, falei que ainda estávamos sem baterista e ele me falou que Zeka Aranha tinha voltado ao Brasil e estava um tempo sem tocar. Então liguei para Zeka e ele veio para o ensaio, gostou da banda e foi pegando as musicas.

Com Marcos recuperado, já fomos ensaiando e fui mostrando as novas musicas pra Zeka. Ele pegava uma do álbum Hellvolution e outra nova composição. Voltamos com toda a força do metal! Zeka é sem duvida um batera com mão pesada, um cara gente fina, fácil de trabalhar e se adaptou muito bem ao nosso grupo, seja nos ensaios, shows ou gravações. Para finalizar, você poderia nos falar sobre a convivência dos membros do Pandemmy? Como tudo começou? Quem fundou a banda? Existe um líder? Existe um bom convívio social fora dos ensaios e shows? Foi muito bom esse papo maluco com um grande guitarrista de uma banda fuderosa na qual já tem seus méritos Death Metal que é o Pandemmy! Valeu Pedrão! Quero mandar um abraço pra minha segunda família, meus brothers forever: Marcos, Risaldo, Lucas e Zeka Aranha! Outro abraço pra todas as pessoas que de alguma forma ajudaram o Firetomb e curtem a banda! Valeu, thrash till death !!!

Pedro Valença – Uma convivência sadia sempre foi uma marca do nosso grupo, tanto que foi basicamente por conta dela que alguns antigos membros não aceitavam que outros saíssem mesmo que estes não estivessem comprometidos com o Pandemmy. Hoje, como todos tem suas responsabilidades profissionais e familiares fica mais difícil interagir por mais tempo fora dos ensaios, mas nossas viagens têm sido legais, sem maiores problemas, somos pessoas que evitam vícios ou excessos e isso facilita bastante um bom convívio. Sobre como tudo começou, o Pandemmy foi fundado em 2009 por mim e por Diego Lacerda (ex-guitarrista) e desde então me considero o líder da banda, assim como os atuais membros também tem consciência disso, sem nenhum problema. Gostaria de agradecer ao Jaime do site TheMetalVox pelo trabalho em prol do Heavy Metal e pelo espaço cedido, ao Randall pela parceria que desenvolvemos nesses anos em que dividimos palco juntos, o que é muito importante, pois infelizmente vemos na cena uma desunião desnecessária. Nossos agradecimentos as pessoas que apoiam a banda, ajudam na divulgação, aos atuais membros e ex-membros por toda colaboração. Keep Spreading The Pandemmy!!!

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